O determinismo
geográfico também vale para a morte. Um levantamento publicado no
periódico especializado The Lancet mostrou as causas que mais tiram anos
de vida dos cidadãos de todas as partes do mundo. Funciona assim: se
uma mulher morre em consequência de um AVC aos 70 anos e a expectativa
de vida das mulheres do seu país é 72, ela perdeu só dois anos de vida.
Já uma criança de 9 anos que morre ao contrair malária em um país onde a
expectativa de vida é 59 perde 50 anos. O levantamento deixa claro que,
nos países ricos, a mortalidade infantil foi quase erradicada – as
causas de morte mais comuns são infarto, câncer de pulmão e AVC, doenças
que costumam aparecer já na idade adulta. Enquanto isso, em algumas
regiões da África, ainda é comum que crianças morram por complicações da
diarreia.
Por: FARIA, Leandro dos Santos Graduando de Geografia da FASM-Muriaé.